(obs: meu teclado voltou a ter problemas na acentuacao, que vou ajustar em breve!)
Na sexta feira , 20 de Agosto, fizemos uma visita à Pampulha, para poder analisar e entender melhor,de perto, algumas das obras de Oscar Niemeyer.A lagoa da Pampulha foi projetada na década de 40, quando Juscelino Kubitscheck era prefeito. E foi à pedidos de JK, que Niemeyer projetou o Conjunto Arquitetônico da Pampulha, que consta do Cassino ( atual museu), da Igreja de São Francisco de Assis, a Casa do Baile da Pampulha e o Iate Clube.
O Cassino logo que foi inaugurado passou a atrair jogadores de todo o país, tornando a vida noturna da cidade agitada, o que desencadeou por exemplo, na vinda de várias atraçoes internacionais da música da época. Mas esse período de "glamour" durou pouco, quando em 1946 os cassinos foram proibidos no Brasil pelo governo Dutra. Em 1957 passou a ser então o Museu de Arte, e ficou conhecido como o " Palácio de Cristal".
Durante a visita pude entender o motivo pelo qual recebeu tal título, mesmo ja conhecendo o museu ,pelas visitas colegiais de alguns anos atrás, só dessa vez, pude prestar mais atenção em cada detalhe e conhecer melhor essa obra, que devemos muito nos orgulhar, pela sua imensa importância na arquitetura contemporânea mundial. É incrível a forma com que Niemeyer projetou esse prédio, caprichando em cada detalhe, desde o design de uma simples pingadeira, às pilastras que sustentam, sozinhas, toda a sua estrutura. Tais pilastras que anularam a necessidade de paredes na sustentaçao da fachada, que é toda coberta por janelas ,e que criam assim uma sensaçao de estar em um espaço translúcido e flutuante. É claro que nao podia ser diferente, pois perder a incrível vista panoramica da lagoa seria um pecado. Na foto ao lado é possivel confirmar esse fato, que representou uma grande inovaçao na arquitetura da época, e esse tipo de projeto é até hoje utilizado por Niemeyer em suas construçoes.
O projeto arquitetonico e paisagístico ( por Burle Max) integra totalmente a lagoa, e a planta da Casa e baseada em circunferencias que se tangenciam internamente. Porém é uma pena o rebaixamento feito no teto em sua última reforma, que em formas de círculos concentricos , fugiu dos padroes estéticos que a obra propoe, e que esteve sempre presente nos projetos de Niemeyer.
Até a próxima !
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